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Entrevista


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Entrevista


Em conversa com:

Conversámos com uma das investigadoras do P25, Deborah Perrotta, que nos contou sobre a sua experiência em investigação científica e no Projeto, revelando a sua opinião sobre o INNOVATIVE CAR HMI

 

Nome: Deborah Perrotta de Andrade

Função: Investigadora Postdoc

Em que projeto trabalha: P25

Motivo pelo qual escolheu a carreira de investigação científica: nesta carreira, há sempre novos desafios a serem superados, desafios estes que trazem muitas oportunidades para aprender e, no caso deste projeto, aplicar o aprendizado a casos reais; isto é bastante aliciante.

Como descreveria o seu projeto, se o tivesse que explicar a alguém que não é da área: o P25 centra-se na (re)definição das boas práticas de gestão de projetos aplicadas aos projetos de industrialização na Bosch Car Multimedia. Com a equipa multidisciplinar que possui, envolvendo a gestão de projetos em si, as ciências da comunicação e a tecnologia da informação, pretende-se conseguir uma gestão de projetos mais eficiente, participativa e transparente.

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Quais são as mais-valias do P25 para a indústria: podemos notar na literatura existente sobre gestão de projetos um gap relativamente ao âmbito dos projetos de industrialização, e temos trabalhado bastante para divulgar e promover os nossos desenvolvimentos, com muitas publicações científicas. Esperamos com isso que o P25 possa abrir portas para novos estudos nesta área, e que as indústrias vejam a relação com a Academia como benéfica para o sucesso dos seus empreendimentos.

Num panorama geral, que melhorias trarão os resultados do P25: a área de gestão de projetos é transversal, e, por isso, a melhor definição dos processos envolvidos,  a maior integração das ferramentas utilizadas e a maior transparência no processo global da gestão dos projetos de industrialização fazem com que as boas práticas a serem implementadas pela planta de Braga da Bosch Car Multimedia sejam vistas como exemplo a ser seguido, especialmente pelas outras plantas de industrialização da Bosch.

Como vê o programa INNOVATIVE CAR HMI no sentido do contributo para a inovação e para o desenvolvimento da economia portuguesa: nunca antes foi vista em Portugal uma parceria tão robusta entre Indústria e Academia, com tantos projetos a decorrer em simultâneo e principalmente com um foco tão tecnológico como este. A geração de publicações e patentes é enorme, e eu não vejo como isto não possa ser benéfico ao país, seja para desenvolvimento interno ou para atração de investimentos estrangeiros.

Qual foi o melhor momento vivido no âmbito do INNOVATIVE CAR HMI: lembro-me bem da época em que estávamos a tentar perceber como a gestão de projetos funcionava na Bosch, mapeando os processos envolvidos, realizando entrevistas e grupos de foco com gestores de projeto; foi todo um novo universo que se abriu à minha frente, e apesar de ser algo bastante overwhelming, foi muitíssimo interessante e enriquecedor.

Que competências adquiriu na experiência do P25: desenvolvi sem dúvidas melhores competências em gestão de projetos, mapeamento de processos, trabalho em equipa e gestão dos stakeholders (afinal, os investigadores de uma forma geral acabam por tentar acomodar as expectativas da Bosch, da Universidade e as suas próprias), além de algumas ferramentas informáticas utilizadas na Bosch.

Quais as suas expetativas para o futuro: espero que a próxima fase do INNOVATIVE CAR HMI avance, e que eu possa continuar a integrar a equipa, pois quanto mais aprendo, mais vejo o muito que ainda se pode fazer e o tão pouco tempo que resta para tudo.